O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) que Stephen Miller será o novo chefe de gabinete da Casa Blanca. Miller, que atuava como assessor de política interna e chefe adjunto de gabinete, substitui Susie Wiles, que deixou o cargo. A mudança ocorre três dias depois de os republicanos sofrerem derrota nas eleições de meio de mandato, nas quais a oposição democrata obteve sua maior maioria na Câmara dos Representantes em décadas.

Segundo a publicação, Miller assume o posto a partir de 9 de novembro de 2026. Trump escreveu em sua rede social, Truth, que Wiles fará parte da equipe de Operações Políticas. Wiles apresentou sua renúncia na noite de quinta-feira, segundo um alto cargo da Casa Blanca. Ela era considerada responsável por manter o funcionamento disciplinado da equipe presidencial no último ano e meio.

Miller, de 40 anos, é considerado um dos principais ideólogos do governo Trump. Ele é o autor de iniciativas duras na área migratória, entre elas a estratégia de deportações em massa. Democratas o veem como uma das figuras mais rejeitadas da administração. Sua influência também cresce na política externa, em uma visão que combina transações e coerção nas relações com outros países.

A saída de Wiles ocorre em meio a polêmica recente. Reportagens revelaram que sua filha trabalha para uma empresa de lobby que representou a República Srpska, entidade de maioria sérvia na Bósnia e Herzegovina. Além disso, dois ex-integrantes da campanha de Trump viajaram à Bósnia em outubro para apoiar o partido liderado por Milorad Dodik, episódio que gerou tensão entre republicanos.

Ainda não está claro como a nova chefia de gabinete vai se relacionar com o Congresso dominado pelos democratas. Trump havia sinalizado possível colaboração com a nova maioria, mas a escolha de Miller pode tornar a relação mais conflituosa. Também não foram detalhados os próximos passos da política migratória e externa sob a nova gestão.