O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu em Brasília, em formato aberto e sem pauta definida, integrantes das equipes dos governos anteriores, nomes do terceiro mandato e novatos que assumiram cargos após a saída dos titulares. O encontro foi marcado às pressas, segundo a coluna que relatou o caso, e teve a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Segundo a análise, a reunião foi uma resposta à cobrança de economistas e analistas de mercado por um ajuste fiscal. A pressão cresceu nos jornais e no mercado, que espera um sinal do governo. O encontro ocorreu antes do pronunciamento em cadeia nacional convocado por Lula para o domingo seguinte.
O quadro fiscal piorou. Segundo o texto, o rombo no caixa de 2026 avançou sobre compromissos de 2027, depois de a Fazenda ter prometido entregar superávit até o início da campanha. Lula, que não prometeu ajuste de contas na eleição, não tem compromissos formais nessa linha, mas enfrenta a expectativa do mercado.
Disputa por espaço no governo
A lista de convidados abriu especulações sobre futuros cargos e deixou de fora outros nomes que também esperavam ser ouvidos. A coluna cita ainda a pressão do Centrão, do PT e de aliados por postos no núcleo do governo, além da atuação do senador Davi Alcolumbre na indicação de ministros.
O texto afirma que Lula não tem, como nos mandatos anteriores, um nome consensual para o Ministério da Fazenda. Entre os nomes mencionados como fora do governo estão o ex-ministro Guido Mantega, que chefiou a Fazenda de 2006 a 2016, e o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, que comandou o banco de 2007 a 2016. Também foram citados Eduardo Moreira e Laura Carvalho.
Ainda não está claro o que o presidente vai dizer no pronunciamento, nem se a reunião resultará em medidas concretas. A própria coluna avalia que conversas abertas costumam não gerar decisões imediatas, e que a resposta ao mercado pode ficar para depois.




