O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para um quarto mandato no segundo turno, disputado em 25 de outubro. Ele recebeu 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79%, contra 59.826.041 votos (48,21%) do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O resultado contrariou as pesquisas de intenção de voto, que apontavam vantagem para o adversário.
A vitória teve repercussão fora do país. Presidentes de direita e extrema direita da América Latina, como Nayib Bukele, de El Salvador, e Santiago Peña, do Paraguai, parabenizaram o petista. Segundo a reportagem, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil classificou o triunfo como surpreendente, mas definitivo, enquanto o presidente Donald Trump não se manifestou. O presidente argentino Javier Milei, que fez campanha contra Lula, não o parabenizou até o momento.
Flávio Bolsonaro não reconheceu o resultado e afirma que houve fraude. Segundo o portal Infobae, citado pela fonte, ele deixou o Brasil com a família após cruzar a fronteira com a Argentina na terça-feira (27) e viajou para os Estados Unidos. Antes disso, havia descumprido ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para entregar o passaporte. Ele é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo bets e irregularidades no financiamento do filme Dark Horse.
No dia da votação, houve falta de ônibus em cidades como Salvador, onde o Procon estadual contabilizou 544 veículos parados nas garagens, e em São Paulo, onde ao menos 30% da frota permanecia recolhida até a tarde. A Câmara Municipal paulistana abriu comissão para analisar pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes. Para atender pedidos das duas campanhas, o ministro Cristiano Zanin prorrogou a votação até as 19h, apenas nas urnas ainda abertas em 17 municípios. A decisão saiu às 17h02, e o tempo extra registrou cerca de 34 mil votos, 0,03% dos válidos, segundo a reportagem.
Ainda não está claro o grau de envolvimento dos governos argentino e norte-americano na saída de Flávio Bolsonaro do país, nem na concessão de visto humanitário a ele. A diferença de 4.430.191 votos no segundo turno, segundo a fonte, não seria alterada mesmo com a anulação dos votos registrados após as 17h. A posse de Lula está prevista para 5 de janeiro.




