Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de 45 anos, ficará sem cargo público pela primeira vez desde 2003. Derrotado na disputa pela Presidência da República, ele é senador e seu mandato termina no final deste ano.
Flávio começou a vida pública como deputado estadual no Rio de Janeiro, aos 21 anos, quando o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ocupava uma cadeira no Congresso Nacional. Ele ficou na Alerj por quatro mandatos e foi eleito senador em 2018, ano em que o pai chegou ao Palácio do Planalto.
Em 2016, Flávio disputou a Prefeitura do Rio pelo PSC e terminou em quarto lugar no primeiro turno, com 14% dos votos válidos. Até este ano, essa foi a única derrota eleitoral de sua carreira.
No domingo (25), após a apuração, Flávio disse não reconhecer a derrota. Ele atribuiu a decisão à prorrogação do horário de votação até as 19h, determinada por liminar do ministro Cristiano Zanin. Tanto a campanha dele quanto a do PT haviam pedido a extensão do prazo.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou no mesmo dia, após a confirmação da vitória do presidente Lula, que a prorrogação não causou problemas na totalização dos votos.
Flávio também responde a um inquérito, aberto em 2026, sobre repasses de dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, que teriam como objetivo financiar o filme Dark Horse, sobre seu pai. Em outro caso, sobre suspeita de rachadinha na Alerj, as provas foram anuladas pela Justiça.
Ainda não está claro o que Flávio fará após o fim do mandato, nem se contestará formalmente o resultado da eleição.




