Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas na terça-feira, 3 de novembro, para escolher os integrantes da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. A eleição de meio de mandato pode mudar o equilíbrio de forças em Washington e criar novos obstáculos ao governo de Donald Trump.
Todas as 435 cadeiras da Câmara estão em disputa, além de 35 das 100 vagas do Senado. Os republicanos controlam as duas Casas por margem estreita. Na Câmara, têm 218 cadeiras contra 214 da oposição. No Senado, somam 53 assentos, ante 47 dos democratas.
Desgaste do presidente
Trump chega à votação pressionado. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 19 de outubro mostrou que 66% dos norte-americanos desaprovam a administração, enquanto 31% a aprovam. A insatisfação se concentra na economia e no aumento do custo de vida, e inclui críticas às tarifas sobre importações e aos efeitos do conflito com o Irã sobre os preços dos combustíveis.
Segundo a mesma pesquisa, 47% dos eleitores preferem candidatos democratas na Câmara, contra 35% dos republicanos. Projeções apontam entre 220 e 236 cadeiras para a oposição na Câmara, mas o resultado depende de disputas acirradas em distritos estratégicos.
Senado segue mais difícil para os democratas
No Senado, a oposição precisa conquistar quatro cadeiras para chegar à maioria, o que torna a disputa mais difícil. Além disso, o redesenho dos distritos eleitorais, promovido por estados como Texas e Califórnia em movidas opostas, pode alterar a distribuição das cadeiras na Câmara.
Se os democratas assumirem a Câmara, passam a comandar a pauta de votações e as comissões, e ampliam a fiscalização sobre o Executivo, inclusive sobre a política tarifária e operações militares no exterior. No Senado, uma mudança de maioria poderia travar a confirmação de indicações para cargos de alto escalão, embaixadores e juízes federais.
O resultado não decide a permanência de Trump no cargo, que vai até janeiro de 2029. Os eleitos tomam posse em janeiro de 2027, no início do 120º Congresso. A contagem fica a cargo de cada estado, já que os Estados Unidos não têm um órgão eleitoral nacional equivalente ao TSE.




