Geraldo Alckmin, do PSB, disputa o segundo turno da eleição presidencial deste domingo (25/10) como candidato a vice-presidente na chapa de Lula. Em 2006, ele enfrentou o petista na mesma etapa e perdeu, com 39,17% dos votos válidos contra 60,83% de Lula.

A dupla vai enfrentar Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL-AL). No primeiro turno, a chapa de oposição terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula e Alckmin.

A aproximação começou em 2022, quando o PT buscou Alckmin para atrair o mercado financeiro e o eleitorado de centro. No atual mandato, ele foi ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços antes de assumir a vice, cargo que Lula confirmou em abril.

Médico anestesista de 73 anos, Alckmin também faz a ponte entre o governo e o empresariado. Seu teste mais difícil nessa função veio em julho de 2025, quando os Estados Unidos anunciaram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, e ele se reuniu com setores da indústria, do agronegócio e centrais sindicais.

Trajetória política

Alckmin começou na política como vereador em Pindamonhangaba, no interior paulista, e foi eleito prefeito da cidade aos 23 anos, em 1976. Depois, foi deputado estadual, deputado federal constituinte e, por longo período, governador de São Paulo pelo PSDB, partido que ajudou a fundar em 1988.

Como governador, consolidou a imagem de gestor próximo ao mercado, com parcerias e concessões ao setor privado. Seu governo também enfrentou greves de professores e críticas pela ação policial em protestos de estudantes. Na segurança, a taxa de homicídios paulista caiu de forma expressiva durante as gestões tucanas, embora adversários o responsabilizem por ter permitido o crescimento do PCC.

A saída do PSDB ocorreu em dezembro de 2021, após o conflito com o então comandante do partido, João Doria. Meses depois, Alckmin filiou-se ao PSB, dizendo que o momento exigia grandeza política e união.

Ainda não está claro se a chapa conseguirá reverter a diferença do primeiro turno. O resultado do segundo turno deve indicar se o eleitorado empresarial e de centro, principal foco da aliança, acompanha a estratégia da dupla.