O Partido Democrata conquistou o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos nas eleições legislativas de meio de mandato. A derrota impôs um revés ao presidente Donald Trump e aos republicanos. O resultado repercutiu em governos de diversos países.

No Irã, o líder supremo Mojtaba Khamenei afirmou que quem espera mudanças na política americana por causa de trocas partidárias está enganado. O negociador-chefe para assuntos com os Estados Unidos, Mohamad Bagher Ghalibaf, disse que os americanos rejeitaram a guerra, e o chefe de segurança, Mohsen Rezaei, classificou o resultado como uma derrota política para Trump em Washington.

Em Israel, o líder da oposição, Gadi Eisenkot, prometeu reforçar a aliança com Washington caso assuma o cargo de primeiro-ministro, em meio às negociações para a formação de um novo governo.

Europa e outras potências reagem

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, viu no resultado uma chance de os países se unirem em torno do custo de vida, mas ponderou que isso depende da solução dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia. Na França, o ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, chamou a vitória democrata de boa notícia para a democracia americana. Na Alemanha, o chanceler das Relações Exteriores, Johann Wadephul, falou em mudança e defendeu novas iniciativas para conter as guerras. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, espera que o novo Congresso pressione mais a Rússia.

O Kremlin, por meio do porta-voz Dmitry Peskov, disse esperar que Trump mantenha os esforços pela paz na Ucrânia. A China evitou avaliar o pleito e afirmou que as eleições são assunto interno dos Estados Unidos. Já a presidente do México, Claudia Sheinbaum, destacou a eleição de dois democratas de origem mexicana para o governo da Califórnia e do Texas.

Ainda não está claro como a nova composição do Congresso vai afetar a política externa americana em temas como guerras, sanções e negociações de paz. Também não há detalhes sobre como o governo de Trump responderá às pressões dos democratas nem sobre o impacto do resultado nas relações com os demais países.