O sistema de satélites Starlink e sua versão militar, a Starshield, voltaram a funcionar plenamente no sábado, segundo o governo da Ucrânia. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que as velocidades começaram a se normalizar durante a noite.
O ministério da Defesa ucraniano confirmou que a conexão se manteve estável acima de 400 quilômetros por hora. Zelensky disse, em publicação no Telegram, que os sistemas voltaram a operar nas velocidades anteriores às restrições.
Autoridades ucranianas afirmaram que o teto de 160 quilômetros por hora dificultou a capacidade militar de interceptar drones de ataque russos e levou ao cancelamento de algumas operações. As limitações duraram mais de uma semana e geraram atritos com os Estados Unidos.
Quem limitou o sistema
O Starlink é operado pela empresa aeroespacial SpaceX, do bilionário Elon Musk, aliado próximo do presidente americano Donald Trump. O Wall Street Journal publicou que autoridades americanas acreditam que Musk agiu por conta própria ao limitar as velocidades dos equipamentos ucranianos.
Segundo a reportagem, autoridades indicaram que Trump não ordenou especificamente uma retaliação contra Kiev. Em resposta, Musk afirmou que limites de velocidade ou de uso da Starshield foram decididos pelas Forças Armadas dos Estados Unidos e, em última instância, pelo presidente.
Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, negaram que o Pentágono tenha determinado qualquer mudança. Ainda não está claro quem foi responsável pela desaceleração da semana passada.
A situação ocorre em meio a um desgaste nas relações entre Washington e Kiev. Autoridades ucranianas passaram a questionar o apoio americano no compartilhamento de inteligência, e há especulação de que a Casa Branca possa ter ordenado as restrições à Starshield. A tensão também se soma a um suposto acordo de Trump com Moscou sobre importações de diesel russo, visto por Kiev como uma traição.




