A Rússia instalou um novo anel de torres antiaéreas em um raio de 50 quilômetros da residência do presidente Vladimir Putin em Valdai, segundo levantamento da Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade (RFE/RL) e do analista de fontes abertas Jembob, divulgado em 25 de outubro.
O perímetro alcança a base militar de Khotilovo, usada como local alternativo de pouso, e um laboratório biológico secreto na ilha de Lisiy. Imagens de satélite mostram que as duas instalações estão dentro da nova área protegida. Segundo a RFE/RL, Putin usa a base com regularidade, e um ramal ferroviário liga o local diretamente à sua residência.
Até outubro, sistemas que podem ser do tipo Pantsir ou Tor já estavam posicionados ao sul da residência, dentro da zona de 50 quilômetros. Ainda não foram identificadas posições na parte norte do perímetro, mas novos locais podem ser instalados nos próximos meses, segundo o relatório.
Uma das torres que formam a linha externa já existia em março de 2026, no terreno da base de Khotilovo. Outros pontos de defesa foram montados às margens do reservatório de Vyshny Volochyok.
Contexto
Em 29 de dezembro de 2025, o Kremlin acusou a Ucrânia de atacar a residência de Valdai com mais de 90 drones. Autoridades russas afirmaram que os equipamentos carregavam ogivas de alto explosivo de 6 quilos e que todos foram interceptados, sem vítimas ou danos. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia negaram a versão e chamaram a acusação de mentira, afirmando que Moscou a fabricou para prejudicar a imagem de Kiev junto ao governo de Donald Trump e atrapalhar negociações de paz.
No início de janeiro de 2026, a agência de inteligência dos Estados Unidos, a CIA, informou Trump de que a Ucrânia não havia tido como alvo a residência de Valdai. Segundo a avaliação, forças ucranianas atingiram naquela noite uma instalação militar na mesma região, mas distante da casa do presidente russo.
O que ainda não se sabe
O relatório não informa se as posições no norte do perímetro serão concluídas nem qual é a finalidade exata do laboratório em Lisiy, que foi alvo de investigação da RFE/RL publicada em 3 de setembro. Também não há detalhes oficiais do governo russo sobre a nova estrutura de defesa.




