O ex-candidato à Presidência do Brasil Flávio Bolsonaro, senador de direita, está morando nos Estados Unidos, e o presidente Donald Trump afirmou que ele pode permanecer no país pelo tempo que quiser. Trump disse, no sábado, 31 de outubro, que não tem planos de se encontrar com Flávio.
As declarações foram feitas em Mar-a-Lago, clube do presidente na Flórida. Elas vieram depois de o governo Trump já ter aprovado vistos para Flávio e sua família.
Flávio perdeu o segundo turno, realizado em 25 de outubro, para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 48,21% dos votos contra 51,79% do petista. O Tribunal Superior Eleitoral declarou Lula vencedor. Trump classificou a eleição como "muito estranha" e "terrível", e afirmou, sem apresentar provas, que o resultado foi fraudado.
Como Flávio chegou aos Estados Unidos
Segundo a reportagem, o Supremo Tribunal Federal havia determinado que Flávio entregasse o passaporte até o meio-dia de 27 de outubro. Ele deixou o Brasil por terra em direção à Argentina e embarcou em um voo fretado. A aeronave fez escala em Guayaquil, no Equador, e pousou no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka na manhã de 28 de outubro.
Trump se referiu à família de Flávio como "pessoas boas", mas não informou se vai recebê-lo pessoalmente. Em 26 de maio de 2026, durante a campanha, os dois se reuniram no Salão Oval da Casa Branca, e Trump elogiou o senador depois do encontro.
No Brasil, Flávio é investigado pela Polícia Federal em um inquérito que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. O caso envolve uma empresa de apostas esportivas e recursos que ele teria aceitado de Daniel Vorcaro, banqueiro cujo Banco Master quebrou. Flávio nega irregularidades. Investigação não equivale a condenação.
O que ainda não se sabe
Não há informação sobre por quanto tempo Flávio pretende ficar nos Estados Unidos nem onde ele vive. Também não está claro se Trump vai recebê-lo. O mercado de previsão Polymarket, que opera com criptomoedas, dava 22,5% de chance de um encontro em 2026, às 22h08 do horário de Nova York de 31 de outubro. Esse número reflete apostas, não uma pesquisa.
Ainda não se sabe se o Brasil pedirá o retorno ou a extradição de Flávio. O caso mostra como uma decisão sobre vistos pode ter peso político entre dois governos, enquanto o presidente americano questiona um resultado que a Justiça Eleitoral brasileira já homologou.




