Em um comício em Dubuque, no estado norte-americano do Iowa, na reta final das eleições legislativas de meio de mandato, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo está acabando com o Irã. Segundo ele, o país ficou sem capacidade militar defensiva e sem lideranças de peso.
Ao discursar para apoiadores, Trump disse que a escalada no Oriente Médio não foi provocada por Washington. Ele a apresentou como resposta a décadas de confrontos indiretos e ao que chamou de financiamento do terrorismo internacional por Teerã.
De acordo com o presidente, operações recentes e a pressão internacional sobre o território iraniano causaram a destruição de sua infraestrutura estratégica. Trump citou perdas de ativos navais, sistemas de radar, redes de defesa antiaérea e arsenais.
Em tom irônico, Trump também afirmou que o Irã não tem interlocutores viáveis no alto escalão. Segundo ele, as principais figuras de comando foram neutralizadas e ninguém quer assumir a presidência nas atuais circunstâncias.
Especialistas em relações internacionais, citados na reportagem de origem, avaliam que discursos desse tipo aumentam a instabilidade na região. A mesma fonte aponta reações imediatas no mercado global de petróleo e preocupação de aliados europeus.
Analistas também afirmam que a retórica dificulta a mediação por potências neutras, o que prolonga o clima de incerteza. Ainda não há detalhes sobre a data e a escala das operações citadas, nem sobre a resposta oficial do governo iraniano às declarações.




