A primeira semana de novembro concentra decisões e divulgações importantes no Brasil e nos Estados Unidos. O destaque doméstico é a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central após as eleições presidenciais. A decisão será anunciada na quarta-feira (4), às 18h30.

A expectativa dos mercados é que o ciclo de cortes da taxa Selic seja interrompido. A taxa básica é prevista em 13,5%. Analistas do Itaú avaliam que a decisão deve ser unânime e refletir uma piora do cenário-base, por causa de um ambiente externo adverso e de pressões inflacionárias internas.

Para o Bradesco, os preços de mercado indicam probabilidade maior de interrupção do ciclo, iniciado em março. Desde a última reunião, o petróleo subiu e a moeda brasileira se desvalorizou frente ao dólar, fatores que devem elevar a projeção de inflação do BC no horizonte relevante.

Na agenda doméstica, a semana traz ainda o Caged de setembro, com projeção de 150 mil vagas formais, a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, com variação prevista de -0,1% em setembro, e a balança comercial de outubro, com saldo indicado de US$ 9,4 bilhões.

Nos Estados Unidos, a semana é marcada pelas eleições legislativas de terça-feira (3), conhecidas como midterms, que escolherão senadores e deputados em meio ao mandato presidencial. O resultado final, porém, ainda deve levar alguns dias para ser divulgado.

Também estão previstos indicadores de emprego e atividade no país, como o relatório JOLTS, a pesquisa da ADP, os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o payroll de outubro, que será divulgado na sexta-feira (6). Até o fechamento da agenda, não há indicação de como esses dados devem influenciar a decisão do Copom.