Dois repórteres do The New York Times foram os primeiros a falar com o presidente Donald Trump na noite de terça-feira, enquanto a derrota republicana se desenhava nos Estados Unidos. A ligação foi feita por Erica Green e Tyler Pager, correspondentes da Casa Branca e da redação em Nova York, que decidiram tentar uma conversa em tempo real com o presidente.

Segundo as jornalistas, a equipe escolheu ligar para Trump quando resultados de disputas consideradas importantes foram divulgados, como as do Texas e da Carolina do Sul. Por volta das 22h30, ficou claro que Darline Graham perderia sua vaga. Nesse momento, a equipe telefonou para o celular do presidente.

Durante a conversa, Trump comentou os resultados enquanto os analisava e lamentou a situação de Darline Graham. Ele também citou o senador Lindsey Graham, que morreu em julho, ao perguntar como ele teria se saído caso tivesse disputado a eleição.

Por que a ligação foi feita

Os repórteres afirmam que a principal dúvida era saber se Trump aceitaria o resultado. Ele tem histórico de questionar eleições que não lhe são favoráveis, o que tornaria essa resposta uma notícia. A pergunta inicial, combinada antes da ligação, tratava justamente da aceitação dos resultados.

As repórteres também disseram que o presidente pareceu mais relaxado ao telefone do que em comícios ou em declarações públicas, nas quais costuma atacar o jornal. Segundo Pager, a equipe já havia feito contatos semelhantes com Trump, mas sempre com parcimônia.

Após a ligação, os repórteres relataram a conversa a editores, incluindo o editor-executivo Joe Kahn e a editora-chefe Carolyn Ryan. Uma matéria curta foi publicada logo depois, e o restante da entrevista foi incorporado em seguida.

O relato, porém, não detalha outras reações do presidente nem indica quais serão os próximos passos da Casa Branca após a derrota. Também não há informações sobre o impacto da guerra com o Irã na eleição além da menção feita por Trump na conversa.