Analistas afirmam que a Rússia e a China apoiam os houthis, grupo armado do Iêmen que tem atacado a Arábia Saudita, alvos civis e infraestrutura de energia. Segundo o texto, a ação dos dois países reforça uma ameaça que, somada ao Irã, pressiona a navegação no Mar Vermelho.
De acordo com a análise, a Rússia fornece armas, inteligência por satélite e combustível ao grupo. Empresas chinesas são apontadas como uma grande fonte de materiais usados na fabricação de armas dos houthis, sem indícios de que Pequim tenha interferido nessas compras.
O Irã é o principal patrocinador do grupo e forneceu sistemas avançados, como mísseis balísticos de médio alcance e mísseis balísticos antinavio. Os houthis usaram esse arsenal em uma campanha contra navios comerciais entre 2023 e 2025, em apoio declarado aos palestinos em Gaza.
Contexto e acordos discretos
Segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, uma empresa chinesa com vínculos militares forneceu imagens de satélite aos houthis para mirar bases americanas durante a campanha aérea de 2025. Já a Rússia repassou dados de alvos para ataques marítimos por meio da Guarda Revolucionária iraniana, segundo a análise.
O texto afirma que o Tesouro dos Estados Unidos sancionou um líder houthi que negociou com Moscou e Pequim para evitar ataques a navios russos e chineses. Na mesma linha, navios chineses teriam cruzado o Mar Vermelho sem incidentes, inclusive com petróleo saudita a bordo.
A análise diz ainda que os houthis ajudam a Rússia a contornar sanções sobre petróleo e a venda de grãos roubados da Ucrânia, e que um líder do grupo teria vendido civis iemenitas a unidades militares russas na Ucrânia, segundo o Tesouro americano.
O que ainda não está claro
Os Estados Unidos e seus aliados não têm uma posição única sobre o grupo. Washington o incluiu, retirou e voltou a incluir na lista de organizações terroristas, e a Europa não seguiu essa classificação. Enquanto isso, a Arábia Saudita e o governo iemenita enfrentam os houthis praticamente sozinhos.
O autor recomenda uma ação internacional coordenada, com mais apoio financeiro e militar aos grupos iemenitas, sanções a redes de financiamento e uma missão marítima para barrar o contrabando de armas. O texto não detalha quando nem se essas medidas serão adotadas.




