A Petrobras deve anunciar no início de novembro um novo aumento no preço do QAV, o querosene de aviação vendido às distribuidoras. Segundo uma pessoa próxima à empresa, a alta seria de 7,32%. A estatal não confirmou o percentual e informou que só anunciará o reajuste em 1º de novembro.
Se o aumento se confirmar, o litro passará de R$ 6,24 para R$ 6,69 nas distribuidoras. Ainda assim, seria a menor elevação desde julho, quando a companhia reduziu o preço do combustível.
Segundo representantes do setor, a alta recente elevou a participação do querosene nas despesas operacionais das companhias aéreas de 32% para 45%.
O movimento acompanha a escalada dos conflitos no Oriente Médio. Desde março, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, o QAV acumula alta de 90%, segundo a Abear, a associação das empresas aéreas. No mesmo período, o petróleo Brent, referência para a Petrobras, subiu quase 60%, para US$ 114 o barril.
Para aliviar a alta do petróleo, o governo Lula adotou medidas sobre gasolina e diesel, entre elas a zeragem de tributos federais sobre a gasolina. O querosene, porém, não foi beneficiado por essas medidas.
Com o peso do combustível, as aéreas repassaram parte do custo às passagens, que subiram 9,66% em setembro e contribuíram para o IPCA, que avançou 0,82% no mês.
Ainda não se sabe o percentual oficial do reajuste nem se a tendência de alta vai continuar após novembro.




