Israel realizou neste domingo a primeira eleição nacional desde o início da guerra. As urnas abriram às 7h (2h em Brasília) e fecharam às 22h (17h em Brasília). Quase 7,3 milhões de eleitores estavam aptos a votar, incluindo mais de um milhão de jovens que foram às urnas pela primeira vez.
A segurança foi o eixo central da campanha. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que governa há 19 anos somados em mandatos não consecutivos, destacou suas credenciais na área militar e sua proximidade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Seu principal adversário é o centrista Gadi Eisenkot, ex-comandante militar que se apresenta como novato na política.
Contexto da guerra
Após os ataques de 7 de outubro, o país entrou em várias frentes. Gaza ficou em escombros, Israel ocupou o sul do Líbano e atacou o Irã com apoio americano. Israel também foi alvo de ataques do Irã, do Hamas, do grupo libanês Hezbollah e dos houthis do Iêmen. Na Cisjordânia, a construção de assentamentos e a violência de colonos ampliaram o isolamento internacional do país.
Netanyahu voltou ao poder em dezembro de 2022, à frente de uma coalizão que inclui a extrema direita ultranacionalista. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, é um dos nomes mais criticados pela oposição. Partidos ultraortodoxos também entraram no governo, e a oposição questiona a isenção de estudantes religiosos do serviço militar, em um momento de falta de recrutas no Exército.
Uma das principais críticas à gestão de Netanyahu é a falta de responsabilização pelas falhas de segurança que permitiram os ataques de 7 de outubro, considerado o dia mais letal da história do país. Eisenkot prometeu criar uma comissão independente para investigar o caso, algo que o governo atual evitou. Ele se opõe à criação de um Estado palestino, mas diz que vai conter a violência de colonos.
O que ainda não se sabe
O resultado final pode demorar vários dias. Segundo as pesquisas, é improvável que um único partido alcance as 61 cadeiras necessárias para maioria no Parlamento, o Knesset, que tem 120 membros. Partidos de maioria árabe, que representam 21% da população, podem ser decisivos em caso de resultado apertado. Nenhum dos dois principais candidatos anunciou alianças com essas listas.
A formação de uma coalizão pode levar semanas ou meses. Se as negociações fracassarem, o país pode realizar novas eleições.




