O colunista Moisés Mendes, do Diário do Centro do Mundo, afirma que os editoriais de Globo, Estadão e Folha sobre a derrota de Donald Trump não tratam da guerra contra o Irã como um dos principais motivos do resultado. Segundo ele, os textos falam em erros, castigo e punição, sem mencionar o conflito.
Mendes diz que os jornais dos Estados Unidos colocam a guerra no centro da análise e que Trump passou a ser visto como um líder fracassado. Ele cita o vice-presidente JD Vance, crítico do conflito, que também coloca a guerra em primeiro lugar entre as causas da derrota.
Os editoriais apontam outros fatores. A Globo atribui o resultado ao fiasco na economia, à truculência com a imigração e a suspeitas de corrupção. O Estadão afirma que Trump recebeu condições excepcionais para governar e as arruinou. A Folha vê na derrota uma vitória da democracia americana, com o eleitor reafirmando o sistema de freios e contrapesos.
Para o colunista, a palavra guerra aparece diluída ou não aparece nos textos brasileiros, o que suaviza a leitura do resultado. Ele questiona por que os jornais evitam o tema e sugere que a cobertura local seria mais condescendente que a dos próprios jornais americanos.
O material analisado não traz resposta dos jornais citados às críticas. Também não há informação sobre como a guerra contra o Irã deve aparecer nas análises futuras sobre a derrota.




