Na noite de segunda-feira (2), forças americanas realizaram ataques aéreos na ilha iraniana de Qeshm. A informação foi divulgada pela agência de notícias iraniana IRNA, que ouviu testemunhas. Segundo elas, dois aviões sobrevoaram a ilha e várias explosões ocorreram em sequência rápida.

O ataque ocorreu no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou não pretender atacar o Irã antes das eleições de meio de mandato no país. Fontes militares americanas classificaram as ações como defensivas. Um militar citado pela imprensa dos EUA disse que o objetivo era neutralizar forças iranianas que teriam atacado alvos americanos.

Qeshm é a maior ilha do Irã e fica na entrada norte do Estreito de Ormuz. A região é usada para monitorar o tráfego marítimo e por ela passa uma grande parte do petróleo comercializado no mundo.

Contexto do conflito

O conflito começou em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã. Segundo a reportagem, a ação matou parte da liderança iraniana e centenas de civis, entre eles crianças de uma escola em Minab. Em retaliação, o Irã atacou alvos militares americanos e israelenses na região e bloqueou a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz, o que elevou os preços do petróleo.

Segundo o The Wall Street Journal, citando fontes oficiais do governo americano, as forças dos EUA já faziam há semanas ataques de menor escala contra alvos iranianos. Ainda de acordo com o jornal, Washington teria ocultado essas ações para evitar uma escalada.

A Guarda Revolucionária Islâmica informou que um drone americano de reconhecimento MQ-1 foi interceptado e destruído sobre Qeshm na noite de quarta-feira (4). Na segunda-feira, a Guarda já havia dito ter capturado dois drones americanos ao sul da ilha. As Forças Armadas dos EUA não comentaram a retaliação iraniana. Não há informações sobre vítimas nos ataques de Qeshm nem sobre a extensão dos danos.