A inflação nos Estados Unidos acelerou em setembro, puxada pelo aumento dos preços da gasolina e de outros bens. O índice de preços de despesas de consumo pessoal, conhecido pela sigla PCE, subiu 0,5% no mês, depois de alta de 0,3% em agosto. Em 12 meses, a inflação chegou a 3,6%.

O resultado ficou em linha com as projeções dos economistas. Quando se excluem alimentos e energia, que têm preços mais voláteis, o índice subiu 0,3% no mês. Nessa medida, a alta em 12 meses foi de 3,1%.

Os dados foram divulgados pelo Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio dos EUA, junto com o relatório preliminar do Produto Interno Bruto do terceiro trimestre. O PIB mostrou crescimento anualizado de 3,4% no período.

Pressão sobre o Fed

Na quarta-feira (28), o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros entre 3,75% e 4%. No comunicado, o banco reconheceu que a inflação segue elevada. O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que o papel da instituição é impedir que variações de preços em alguns setores se espalhem pela economia e que as expectativas de inflação continuem ancoradas.

Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica americana, subiram 0,5% em setembro. Descontada a inflação, porém, ficaram estáveis no mês. Apesar do avanço de 3,8% no trimestre entre julho e setembro, a economia entra no quarto trimestre com ritmo de crescimento mais fraco.

Pelo FedWatch, ferramenta da CME, o mercado financeiro atribui probabilidade de cerca de 84,6% a uma alta de juros em dezembro. A decisão ainda não foi tomada. Até lá, o rumo dos preços de energia e de outros itens relacionados segue como principal variável observada pelos analistas.