Forças russas atingiram um trem parado na plataforma da estação ferroviária de Dnipro na manhã de 29 de outubro. Segundo as autoridades, o ataque matou pelo menos 13 pessoas e feriu outras 13, no mínimo.

A composição de passageiros se preparava para partir rumo a Zaporíjia quando a estação foi atingida por um drone russo de propulsão a jato, informou a empresa ferroviária ucraniana Ucrainian Railways em uma rede social.

De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, a área foi atacada por volta das 11h por quatro drones russos desse tipo. Três deles foram derrubados pela defesa antiaérea ucraniana antes de chegar aos alvos.

Mesmo com o alerta de ataque aéreo e os avisos de ameaça elevada, pessoas permaneceram na plataforma, segundo a companhia ferroviária.

Às 11h29, o governador da região de Dnipropetrovsk, Oleksandr Hanzha, informou que equipes médicas já estavam no local prestando primeiros socorros. O presidente Volodymyr Zelensky classificou o ataque como um episódio horrível e questionou quantos ataques terroristas desse tipo a Rússia ainda realizaria após a suspensão de sanções a alguns oligarcas e empresas de energia russos, em vez de desescalar o conflito.

O ataque em Dnipro é o mais recente de uma campanha russa crescente contra a infraestrutura ferroviária ucraniana, que inclui ataques diretos a trens de passageiros. Ataques recentes a instalações da companhia, feitos com drones de propulsão a jato, levaram a novas regras rigorosas em caso de alerta aéreo, com passageiros retirados dos trens no meio do campo por horas até o fim do alerta.

Os avisos de ameaça também afetam composições paradas em estações, cujos passageiros são igualmente orientados a deixar os vagões. Segundo a reportagem, o acúmulo de pessoas esperando a partida e a resistência de parte delas em ir a abrigos criam novos riscos à segurança.

A reportagem original ainda é atualizada e não detalha, até o momento, a identificação de todas as vítimas nem a responsabilização pelo ataque além das declarações oficiais.