O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende se envolver nos resultados das eleições brasileiras. A declaração veio depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta em que se apresenta como presidente eleito.
A analista internacional Amanda Harumy avalia que Trump não quer levar para a disputa interna dos Estados Unidos a derrota da extrema direita brasileira. Segundo ela, o presidente tende a concentrar esforços na própria eleição, em um momento de pré-campanha de meio de mandato, enquanto parte da população americana protesta nas ruas contra o governo.
Harumy também afirma que a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), obtida após uma virada, mostrou que os Estados Unidos não controlam todos os resultados. Ela cita a atuação das big techs como forma de influência estrangeira e diz que a mobilização popular foi um fator decisivo para frear essa ingerência.
Sobre possíveis sanções contra o Brasil, a analista afirma que o cenário depende da disputa interna do Partido Republicano. Um grupo seguiria a linha defendida por Marco Rubio e pela família Bolsonaro, enquanto outro setor defende cautela por causa das relações comerciais entre os dois países. Para ela, o desgaste de Trump nas urnas americanas deve indicar o rumo dessa discussão.
Ainda não se sabe se o governo americano adotará medidas contra o Brasil nem como a carta de Flávio Bolsonaro será tratada no cenário político. As fontes não detalham eventuais desdobramentos formais da declaração de Trump, e a principal variável apontada pela analista é o resultado das eleições nos Estados Unidos.




