Autoridades do governo de Donald Trump afirmaram que o Irã avançou em um plano para atingir cidadãos americanos. Segundo elas, a ameaça está em fase adiantada e é a mais grave desde o início do conflito com Teerã, em fevereiro de 2026. A informação foi revelada pelo jornal The New York Times na sexta-feira (23).
Em resposta, Washington colocou funcionários em alerta máximo em todo o Oriente Médio. O governo também reduziu o número de servidores em embaixadas e consulados da região, o que diminui a quantidade de pessoas expostas a possíveis ataques.
Um memorando de inteligência chegou na sexta-feira à mesa do secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo o site Axios, o documento é assinado por Jay Clayton, diretor nacional de inteligência, e afirma que as agências receberam dados indicando um aumento substancial dos esforços iranianos para atingir americanos no Oriente Médio e em outros países. O texto classifica os planos como letais.
Contexto e riscos
O governo confirmou a existência do memorando por meio de um oficial que não teve o nome divulgado. Para integrantes da administração, o conteúdo mostra a seriedade com que a Casa Branca trata a ameaça. Os alertas surgem em meio à guerra com o Irã iniciada em fevereiro, quando o cenário militar na região já era tenso.
Ainda não se sabe quais alvos específicos estão em foco, nem quais países além do Oriente Médio aparecem no documento. Também não foram detalhados prazos, a forma dos possíveis ataques ou a resposta de Teerã às acusações.




