O governo dos Estados Unidos selecionou a Polônia para abrigar uma nova instalação de manutenção europeia de interceptadores Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3), fabricados pela Lockheed Martin. A informação foi confirmada por autoridades americanas e polonesas.
Segundo comunicado citado pela fonte, o chefe de aquisições do Pentágono, Michael Duffey, afirmou que os aliados estão enviando uma mensagem clara de unidade e de compromisso com a dissuasão no flanco leste da aliança. O novo centro regional dependerá de cooperação industrial transatlântica, com a integração da cadeia de suprimentos conduzida por Alemanha, Países Baixos e Suécia.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse na terça-feira que o país buscou com empenho obter essas competências e essa infraestrutura, e que disputou a escolha com vários concorrentes ambiciosos. Segundo o comunicado, o investimento deve reduzir os prazos de manutenção e reforçar a dissuasão na região.
A decisão ocorre em meio a conversas entre aliados europeus e Washington sobre a possibilidade de produzir localmente o modelo mais recente, o PAC-3 MSE, para reduzir falhas na cadeia de suprimentos. Além da Alemanha, Polônia e Ucrânia pressionaram os EUA para autorizar a fabricação desses mísseis em fábricas nacionais.
O contexto inclui um contrato firmado em março de 2018, no valor de cerca de US$ 4,75 bilhões, para a compra de duas baterias do sistema de defesa antiaérea de médio alcance na configuração 3+. Em maio de 2022, o país iniciou a segunda fase do programa, pedindo aos EUA mais seis baterias Patriot com equipamentos associados. Em dezembro de 2025, o governo polonês anunciou que as duas primeiras baterias atingiram prontidão operacional total.
Ainda não há, nas fontes, detalhes sobre o cronograma de construção da instalação, o custo do centro de manutenção, a data de início das operações ou a divisão das responsabilidades entre os países envolvidos. Também não está definido se a produção local do PAC-3 MSE será autorizada pelos Estados Unidos.




