No dia da eleição nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça enviou cartas a cerca de 20 democratas informando que podem ser alvos de uma investigação criminal. Segundo o The New York Times, a apuração trata de como um candidato com o mesmo nome do senador republicano Dan Sullivan acabou na cédula da disputa ao Senado pelo Alasca.
Entre os notificados está Marc Elias, advogado eleitoral que representa Mary Peltola, candidata democrata no Alasca. Também recebeu carta pelo menos um integrante do Comitê Democrata de Campanha ao Senado. Segundo o jornal, o órgão investiga possível fraude de doadores e conspiração.
Receber uma carta de alvo não significa que a pessoa será acusada. A NBC News informou que o total inclui também pedidos de preservação de registros a terceiros.
Elias afirmou que ninguém deveria se surpreender com a mira do Departamento de Justiça sobre ele e seu escritório no dia da votação. Mais cedo, o presidente Donald Trump criticou o advogado em entrevista à Fox News.
No domingo, uma juíza federal rejeitou a ação do departamento que buscava adiar a certificação da eleição no Alasca caso o senador Sullivan perdesse por margem que pudesse ser atribuída à confusão de eleitores com o outro Dan Sullivan na cédula. O departamento recorreu da decisão.
O procurador-geral Todd Blanche admitiu, em 22 de outubro, que poderia haver cenários em que o departamento tentaria bloquear a certificação de resultados, embora tenha dito que não é intenção interferir indevidamente nos processos eleitorais. Especialistas lembram que a Constituição atribui aos estados a administração das eleições.
Ainda não está claro se as cartas levarão a acusações formais ou quais serão os próximos passos da investigação. Também não se sabe como os tribunais decidirão os recursos em andamento, incluindo o pedido do departamento para que a Suprema Corte bloqueasse a contagem de cerca de 20 mil cédulas da Califórnia, pedido que foi rejeitado.




