Mísseis balísticos russos atingiram a região de uma universidade em Kiev, na noite de segunda-feira, 26 de outubro, e também áreas próximas, incluindo o Parque Kyoto. Uma pessoa morreu e dez ficaram feridas, segundo o prefeito da cidade, Vitali Klitschko.

Nove dos feridos foram internados. Segundo Klitschko, o número de vítimas subia à medida que equipes de emergência chegavam aos locais atingidos nos distritos de Desnianskyi e Dniprovskyi. As autoridades locais temem que o balanço aumente, pois pessoas podem estar presas sob os escombros.

Por volta das 23h49, horário local, o Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia informou que as forças russas danificaram prédios de uma das universidades, seus alojamentos e edifícios residenciais próximos. Naquele momento, não estava claro qual universidade fora atingida.

No distrito de Dniprovskyi, um prédio não residencial de três andares foi parcialmente destruído, do telhado ao porão. Uma pessoa foi encontrada morta no local.

Ataques simultâneos e pedido por defesa aérea

O presidente Volodymyr Zelensky condenou o ataque e alertou que podem ocorrer novos bombardeios. No mesmo período, também havia ataques com drones Shahed contra Kiev e outras cidades do país. Zelensky afirmou que a demora na entrega de defesa aérea à Ucrânia favorece o terror e pediu que os parceiros forneçam equipamentos de defesa.

O governo ucraniano vem apontando escassez crítica de mísseis interceptores. Zelensky disse que o país não pode ser deixado sozinho diante da guerra e atribuiu à Rússia a responsabilidade pela continuidade do conflito e pelas mortes de civis.

No distrito de Desnianskyi, um míssil caiu perto de uma estação de metrô e incendiou um veículo particular. Outro atingiu as proximidades de um prédio residencial, onde havia suspeita de pessoas presas. Um ataque perto de um alojamento universitário no mesmo distrito estourou as janelas do edifício.

Klitschko havia confirmado inicialmente que uma mulher de 20 anos fora ferida no local, mas depois afirmou que a maioria dos atingidos eram estudantes que moravam no alojamento. As operações de resgate continuavam no momento da divulgação das informações, e ainda não se sabia o número final de vítimas.