A Jordânia informou na noite de segunda-feira que sua força aérea atingiu esconderijos militares no sul da Síria. Segundo o governo, suspeitos ligados ao ataque da semana anterior estavam escondidos ali. O ataque matou pessoas durante um funeral em uma igreja ortodoxa grega.
As forças armadas jordanianas disseram que os bombardeios no sudeste sírio foram feitos em coordenação com Damasco. A Síria, porém, apresentou outra versão e afirmou ter aberto uma investigação sobre os ataques jordanianos. Uma autoridade de saúde disse à agência estatal síria que pelo menos cinco civis, entre eles mulheres e crianças, morreram em consequência dos bombardeios, informação que a agência Reuters também divulgou.
Prisões na província de Karak
Mais cedo, na segunda-feira, forças de segurança jordanianas prenderam três homens em conexão com o ataque à Igreja Hammoud, que deixou nove mortos e 40 feridos. Segundo autoridades, a prisão ocorreu após um tiroteio na madrugada, em uma casa abandonada na província de Karak, a cerca de 120 quilômetros a sudoeste da capital, Amã. Os três suspeitos foram feridos, e as forças de segurança não registraram vítimas entre os agentes.
O ministro do Interior, Mazen Al-Faraya, afirmou que os suspeitos ofereceram forte resistência antes de serem dominados. Ele disse que os três foram identificados logo após o incidente. O rei Abdullah II ordenou uma resposta dura contra quem tentar minar a unidade do povo jordaniano e afirmou que os terroristas não escapariam da punição.
O que ainda não se sabe
Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque à igreja. As autoridades jordanianas não divulgaram os nomes dos suspeitos nem disseram se havia vínculo com grupos militantes islamistas. Ataques contra cristãos são raros na Jordânia, país considerado relativamente estável, aliado próximo dos Estados Unidos e que mantém relações diplomáticas e militares com Israel.
Ainda não está claro como a Síria vai responder aos bombardeios nem qual será o resultado da investigação aberta por Damasco. Também não há detalhes oficiais sobre as vítimas civis informadas pela autoridade síria.




