Os israelenses vão às urnas nesta terça-feira (27/10) para escolher o novo Parlamento, que vai definir o próximo governo. É a primeira votação desde o ataque terrorista do Hamas de 7 de Outubro de 2023, o maior da história do país. Cerca de 7,3 milhões de eleitores estão aptos a votar.

Entre as principais preocupações estão o custo de vida, a condução da segurança nacional, a cobrança por uma investigação sobre a resposta ao ataque e as regras de alistamento militar para ultraortodoxos. Pesquisa do Canal 12 divulgada na sexta-feira (23) mostra que 21% dos entrevistados apontam a economia como fator decisivo, seguida pelo alistamento militar, citado por 17%.

Netanyahu, premiê com o mandato mais longo da história de Israel, tenta permanecer no cargo à frente do Likud. Ele responde a críticas pela resposta aos ataques e a um julgamento por corrupção, no qual nega irregularidades. O principal adversário apontado nas pesquisas é Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior, líder do partido Yashar.

A oposição reúne ainda Naftali Bennett e Yair Lapid, Avigdor Lieberman e Yair Golan. Os quatro firmaram acordo de cooperação para tirar Netanyahu do poder, mas mantêm divergências que podem dificultar a formação de uma coalizão.

Israel vota em listas partidárias, com cadeias distribuídas proporcionalmente entre os partidos que superam 3,25% dos votos. O Knesset tem 120 assentos, e a maioria absoluta é de 61. A última pesquisa do Canal 12 projeta 23 cadeiras para o Yashar e 21 para o Likud, e nenhum bloco alcança sozinho a maioria.

As listas árabes, com cerca de 14 cadeiras projetadas, podem definir o resultado. O Ra'am, de Mansour Abbas, já participou de um governo com Bennett e Lapid e classificou uma nova vitória de Netanyahu como catástrofe. Eisenkot rejeita uma coalizão com os partidos árabes.

Após a apuração, o presidente Isaac Herzog deve consultar os partidos e indicar um parlamentar para formar governo, que terá 28 dias, prorrogáveis por 14. Ainda não se sabe qual será a composição do próximo governo nem se haverá apoio externo de partidos árabes a uma eventual gestão minoritária.