Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, o colunista Jorge Abrahão descreve os últimos dez dias como um período decisivo para o mundo. Ele começa pela eleição brasileira, que, segundo o texto, reverteu a tendência inicial, mobilizou multidões nas redes e nas ruas e ganhou força entre jovens e idosos.
Para o autor, o resultado mostra que o país conseguiu superar obstáculos como a atuação de grandes empresas de tecnologia, a conduta atribuída ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, a força do setor financeiro e do agronegócio e parte da imprensa que ele classifica como tendenciosa.
Vitória democrata nos EUA
Ainda segundo o colunista, a vitória dos democratas nos Estados Unidos, ocorrida dez dias depois, fecha um ciclo político que ele considera virtuoso. Para ele, a votação expressa rejeição à guerra, com seu impacto no custo de vida, além da violência, da arrogância e do desrespeito.
O texto afirma que a extrema direita usa a democracia para corroê-la e que esse movimento seria uma traição à sociedade. Abrahão também sustenta que a mobilização brasileira pode gerar um efeito duradouro na defesa do regime democrático.
Impactos apontados pelo autor
Na avaliação do colunista, a eleição americana pode reduzir tensões e levar a mudanças nas relações internacionais, com menos gastos em armas e mais investimentos sociais. Ele também cita políticas brasileiras, como a manutenção do aumento real do salário mínimo e a prioridade à educação pública e ao SUS.
O próprio autor admite que o resultado não altera de imediato as relações no Brasil e no mundo. Ele afirma que o pleito aponta um caminho, sem detalhar como ou quando as mudanças ocorreriam.
O texto é uma opinião e não traz dados independentes que confirmem essas previsões. Também não apresenta resposta de outros atores políticos citados, como o Partido Republicano e o Tribunal Superior Eleitoral.




