O mercado financeiro brasileiro abriu a segunda-feira (26) com perspectiva de queda após a eleição de domingo (25). Com mais de 99% das urnas apuradas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha 51,76% dos votos válidos, contra 48,24% do adversário Flávio Bolsonaro (PL). A diferença passava de 4,3 milhões de votos.

Segundo a reportagem, os investidores locais apostavam com otimismo na vitória de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. A frustração dessas expectativas apareceu no iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, que caía 27,26% e estava cotado a US$ 30,98. Os ADRs (recibos de ações) de empresas brasileiras também recuavam no exterior.

Cenário antes da eleição

Na sexta-feira (23), o Ibovespa fechou em queda de 0,47%, aos 205.082,56 pontos, e acumulou perda de 0,17% na semana. O dólar à vista terminou o dia a R$ 4,9931, com recuo de 0,92%, e teve queda de 1,58% no acumulado da semana frente ao real.

No exterior, as bolsas asiáticas fecharam sem sinal uniforme. Na Europa, os principais índices operavam em alta, e os contratos futuros de Wall Street também subiam. O petróleo recuava: o Brent caía 2,05%, a US$ 114,33 o barril, e o WTI, 2,40%, a US$ 100,79. O ouro subia 0,56%, a US$ 4.030,30 por onça-troy, e o bitcoin recuava 0,5%, a US$ 80.471,20.

A reportagem afirma que a predominância do ajuste ligado ao cenário eleitoral deixou o exterior e os indicadores em segundo plano na abertura do dia. A agenda previa a confiança do consumidor da FGV, o Boletim Focus e as transações correntes, além de despachos internos do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em São Paulo.

Ainda não está claro até que ponto a queda do EWZ e das ações locais se sustentará ao longo da sessão. A matéria não detalha a reação de empresas específicas nem projeções para o câmbio e para a bolsa nas semanas seguintes.