O mini-índice com vencimento em dezembro encerrou a sessão de 27 de outubro em leve queda de 0,06%, aos 178.400 pontos. O Ibovespa recuou 0,51% e fechou aos 175.710,05 pontos, após uma tentativa inicial de recuperação perder força ao longo do pregão.
O mercado doméstico seguiu pressionado por incertezas fiscais e pela montagem da equipe econômica do governo reeleito. O dólar chegou a recuar e os juros futuros caíram em toda a curva, mas nada disso foi suficiente para sustentar a Bolsa. A alta de 1,54% dos preços ao produtor em setembro também aumentou a cautela dos investidores.
No exterior, Wall Street avançou com ações de tecnologia e inteligência artificial, e o petróleo caiu. Ainda assim, o ambiente externo favorável não impediu a queda da Bolsa brasileira.
O que observar
Os operadores devem acompanhar a decisão de juros do Federal Reserve, os sinais fiscais do governo e o comportamento da curva de juros. Ações da Vale, da Petrobras e dos bancos seguem como fontes de pressão, enquanto uma recuperação do varejo, em especial da Magazine Luiza, poderia favorecer altas pontuais.
Segundo a análise técnica publicada pelo InfoMoney, o contrato terminou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, o que indica tentativa de estabilização. No diário, porém, ele segue abaixo das médias de 9, 21 e 200 períodos, e o viés ainda é de baixa.
O ponto de atenção é se o contrato consegue superar a resistência entre 180.490 e 181.470 pontos. Se perder o suporte entre 177.735 e 176.635 pontos, a análise vê risco de nova queda em direção a 174.695 pontos.




