O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, decide nesta quarta-feira (28) sobre os juros. A expectativa do mercado é de manutenção da taxa entre 3,75% e 4,00% ao ano. A atenção também se volta ao comunicado do Fomc, o comitê de política monetária da instituição, que será divulgado após a decisão.

O presidente do Fed, Kevin Warsh, suspendeu a sinalização sobre o futuro da política monetária, conhecida como forward guidance. Com isso, investidores devem analisar com cuidado o texto do comunicado e a coletiva de imprensa que ocorre logo depois.

No Brasil, o Ibovespa tentou recuperar parte da queda da véspera, mas terminou a terça-feira (27) em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos. O desempenho negativo das blue chips impediu a recuperação. O dólar à vista fechou a R$ 5,3506, com recuo de 0,97%.

No cenário político, a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do país, ocorrida na noite de segunda-feira (26) para terça-feira (27), ainda repercute. Segundo as fontes, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também continua afetando o desempenho da bolsa e do câmbio.

No exterior, os balanços das empresas Alphabet e Microsoft mantêm os investidores atentos a apostas em inteligência artificial. Os contratos futuros de Nova York operavam sem direção definida. O petróleo Brent subia 1,40%, a US$ 115,47 o barril, e o ouro recuava 0,25%.

Ainda não se sabe qual será a decisão do Fed nem como o comunicado será interpretado pelo mercado. Também não está claro até quando a repercussão política no Brasil deve pesar sobre a bolsa e o dólar.