O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerra neste domingo sua maratona de comícios para as eleições legislativas de terça-feira. Ele fará dois atos, em Iowa e no Kansas, estados que são tradicionalmente republicanos, mas que agora estão em disputa. A intenção é mobilizar eleitores na última hora.
Trump chegou a anunciar o cancelamento dos eventos, mas voltou atrás e decidiu viajar. Em 2024, ele venceu nesses dois estados com diferença de dois dígitos em pontos percentuais. Desde então, porém, o apoio ao Partido Republicano caiu durante o mandato dele, que já dura quase dois anos.
O primeiro comício será em Dubuque, Iowa. O objetivo é impulsionar quatro candidatos republicanos que disputam corridas muito apertadas. O cenário é de crescente insatisfação com o alto custo de vida, em parte alimentado pela guerra contra o Irã e pela alta dos combustíveis.
Disputas acirradas em Iowa
As pesquisas indicam vantagem clara para o partido de Trump em apenas um dos quatro distritos de Iowa em disputa para a Câmara dos Representantes. Nos outros três, a disputa está equilibrada. A corrida pelo governo também é apertada, com o republicano Zach Lahn ligeiramente atrás do democrata Rob Sand nas sondagens.
No Senado, a vitória de Ashley Hinson, que tenta derrotar o democrata Josh Turek, também não está garantida. Essa cadeira é considerada especialmente importante, porque as pesquisas dão como praticamente perdida a Câmara para os republicanos e apontam que os democratas podem tirar do partido de Trump o controle, hoje exíguo, do Senado.
Trump deve concentrar seu discurso em Hinson, que representava no Congresso o distrito onde fica Dubuque. Depois, ele seguirá para Salina, no Kansas, outra cidade no coração agrícola do país.
O que está em jogo no Kansas
No Kansas, o principal em disputa é a cadeira no Senado entre o republicano Roger Marshall e o democrata Adam Hamilton, pastor metodista. Se Marshall não conseguir manter o posto, será uma derrota dupla para Trump e para o partido, já que o estado não elege um senador democrata há 94 anos.
O ato em Salina encerra uma sequência de 28 eventos de campanha em 31 dias. O objetivo do presidente é manter o controle do Congresso após a votação de 3 de novembro e evitar um enfraquecimento maior nos dois anos que lhe restam no cargo. Como não pode concorrer à reeleição, este deve ser o último comício em que seu próprio futuro político está diretamente em jogo.




