Um artigo de opinião publicado no jornal argentino La Nación questiona a ideia de um "mileísmo sem Milei" para a eleição presidencial de 2027. Para o autor, o movimento depende do próprio presidente Javier Milei, e não apenas do seu estilo de comunicação.
Forma e conteúdo
O texto distingue o estilo de Milei da substância de seu governo. Segundo o colunista, a liderança inclui definir o rumo econômico, escolher colaboradores, tomar decisões difíceis e resistir a pressões, inclusive de aliados, por flexibilização da política fiscal.
Para o autor, ninguém dos nomes citados para substituí-lo tem a determinação necessária para manter essa linha. A posição é apresentada como opinião, sem pesquisa ou levantamento que a sustente.
Contexto histórico
O artigo recorre ao caso do peronismo. Após a deposição de Juan Domingo Perón em 1955, dirigentes do movimento falaram em "peronismo sem Perón" a partir de 1962, ideia que o próprio líder rejeitou ao apoiar Andrés Framini como candidato a governador de Buenos Aires.
O colunista também cita a hipótese de que o presidente não concorra. Ele lista como cenários a morte, a renúncia ou um processo de impeachment, mas afirma que, sem esses fatores, Milei seria o candidato governista.
O que ainda não se sabe
A eleição presidencial está prevista para outubro de 2027, e a candidatura de Milei à reeleição não foi confirmada oficialmente no material analisado. Também não há definição sobre quem disputaria em seu lugar caso ele não concorra.




