Autoridades, partidos e políticos reagiram à carta divulgada pelo ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, depois de ele deixar o país rumo aos Estados Unidos. Em uma versão inicial, que foi corrigida, o documento afirmava que ele seria o verdadeiro presidente do Brasil.
Mesmo aliados de Flávio e o próprio partido dele reconhecem a lisura e a validade do processo eleitoral. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que as Eleições 2026 transcorreram com absoluta normalidade e respeito às leis e à Constituição.
Governadores do PL e do Republicanos pediram respeito ao resultado. Tarcísio de Freitas disse entender a indignação de Flávio, mas afirmou que o caminho é aceitar as urnas. Jorginho Mello defendeu a pacificação e disse que não é hora de aprofundar feridas. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido não aprova a situação vivida por Flávio, mas quer seguir em frente.
Partidos como MDB, União Brasil e PP também reafirmaram confiança no sistema eleitoral. Já o PSDB, por meio de Aécio Neves, disse que a oposição deve ser exercida dentro do país, fiscalizando o governo.
O contexto inclui a afirmação de Flávio, sem apresentar provas, de que houve fraude no segundo turno. A votação foi prorrogada por duas horas após decisão do ministro do STF Cristiano Zanin, e cerca de 34 mil votos foram computados após as 17h. Lula foi reeleito no domingo (25) com vantagem de mais de 4 milhões de votos.
Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, disse não ter provas para sustentar a afirmação e atribuiu a carta a um desabafo. Já o senador Hamilton Mourão afirmou que há arbítrio por parte do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a apreensão dos passaportes de Flávio, mas disse que não existe apoio para um golpe.
Ainda não está claro se a possibilidade de fraude será investigada, como sugeriu Mourão. Também não se sabe qual será a posição do governo dos Estados Unidos sobre a entrada de Flávio no país, já que o presidente Donald Trump disse não querer comentar o caso.




