O ex-candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) defendeu, em vídeo publicado em suas redes sociais na terça-feira, 3, a realização de um segundo turno no estado. A declaração foi feita após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) e anular os votos recebidos por ele no primeiro turno.

Com a anulação, Douglas Ruas (PL) foi declarado eleito governador. Paes afirma que nenhum dos dois candidatos alcançou a maioria absoluta dos votos e que a Constituição exige segundo turno nesses casos.

Segundo ele, sua campanha alertou em diversas ocasiões que Garotinho tinha direitos políticos cassados antes da eleição, em razão de condenação em ação civil pública por improbidade administrativa. Paes disse que não culpa a Justiça Eleitoral e que a lei permite esse tipo de manobra.

A decisão do TSE foi tomada por 5 a 2, quatro dias após o primeiro turno, e anulou 274.411 votos. Nos números originais, Ruas teve 4.271.199 votos, o equivalente a 49,27% dos votos válidos, contra 3.706.984 de Paes, com 42,76%. Sem os votos anulados, Ruas passou a ter cerca de 50,9%.

Paes explicou que ficou em silêncio sobre o caso desde a decisão do TSE para não atrapalhar a eleição presidencial. Ele afirmou que o país precisava votar com tranquilidade.

Ainda não está claro se a Justiça Eleitoral aceitará o pedido de nova votação. Paes lembrou que há eleições suplementares marcadas para 6 de dezembro em outras cidades do país, e que oito municípios vão às urnas nessa data para escolher prefeitos e vice-prefeitos.