Sergiy Beskrestnov, conselheiro do presidente da Ucrânia para tecnologias de defesa, afirmou que o país não consegue usar o Starlink comercial em ataques a território russo nem em ataques de médio alcance. Segundo ele, desde o inverno de 2026 os terminais sobre a Ucrânia, inclusive nas áreas ocupadas, têm limite de velocidade de 70 a 90 km/h. Sobre a Rússia, o serviço não funciona.

A declaração responde a comentários de Elon Musk, dono da SpaceX, que afirmou que as forças ucranianas teriam violado as condições de uso do serviço. Musk também disse que, se o Starlink fosse desligado, a frente ucraniana entraria em colapso imediatamente. Beskrestnov disse estranhar que Musk desconheça as restrições.

Contexto

Segundo o The Wall Street Journal, Musk ordenou a redução da velocidade da versão militar do Starlink usada pela Ucrânia. Com isso, parte dos drones de ataque e de interceptação ucranianos ficou praticamente inutilizável. Em 21 de outubro, Musk escreveu que qualquer limite de velocidade ou de uso seria decidido pelas Forças Armadas dos Estados Unidos e, em última instância, pelo presidente americano.

No dia 22, o WSJ informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria telefonado a Musk e pedido a retirada das restrições à versão militar do serviço na Ucrânia. Antes disso, o presidente Volodymyr Zelensky já havia relatado que equipamentos Starlink e Starshield deixavam de funcionar em alguns trechos da frente a velocidades de 130 a 161 km/h, o que travava a logística e limitava o uso de drones.

O que ainda não se sabe

As fontes não informam se as restrições foram de fato retiradas após o pedido atribuído a Trump. Também não está claro qual uso específico, pela Ucrânia, teria violado as condições do serviço, segundo a versão de Musk.