O político Liborio Vidal Aguilar anunciou, no sábado 17 de outubro, sua filiação ao Movimento Regeneração Nacional (Morena) em Iucatã. Ele divulgou a mudança nas redes sociais e recebeu o título de coordenador da Defesa da Transformação e da Soberania, segundo o Diário de Yucatán.

A reportagem afirma que a nomeação pode indicar que Vidal buscará a prefeitura de Mérida nas eleições de junho de 2027. Essa possibilidade, porém, ainda não foi confirmada pelo partido nem pelo próprio político.

Cinco partidos em três décadas

Vidal começou na política em 1990, no PRI, onde foi prefeito de Valladolid, sua cidade natal, e deputado local e federal. Em 2006, disputou a prefeitura de Valladolid pelo PRD. Depois passou pelo PVEM, voltou ao PRI e foi deputado federal no período 2015 a 2018. Em 2021, filiou-se ao PAN e, por essa legenda, foi secretário de Educação de Iucatã no governo de Mauricio Vila Dosal, que terminou em 2024.

O caso não é isolado. A senadora Verónica Camino Farjat e o governador Joaquín Díaz Mena também já trocaram de partido ao longo da carreira. No cenário nacional, a reportagem cita nomes como Marcelo Ebrard, Ricardo Monreal e Layda Sansores, que passaram por várias siglas antes de chegar ao poder.

Para o professor José Woldenberg, ex-consejero presidente do Instituto Federal Electoral entre 1996 e 2003 e docente da UNAM, mudar de partido não é condenável por si só, já que as convicções podem evoluir. O problema surge quando as trocas parecem responder a cálculos eleitorais, sem uma explicação clara sobre as razões.

Ainda não se sabe se Vidal será candidato em 2027 nem quais foram os motivos de fundo de sua mudança. O episódio deve reacender o debate sobre o chapulineo, expressão usada para o salto de um partido a outro, em um período que antecede a disputa eleitoral.