O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano. A decisão interrompe uma sequência de quedas da Selic. O comitê atribuiu a medida às expectativas de inflação para 2026 e 2027, que se afastaram da meta, segundo a pesquisa Focus.
Pela Focus, a projeção de inflação é de 5,2% para 2026 e 4,8% para 2027. Os dois anos estão acima do centro da meta fixada para o período.
Durante os dois primeiros anos do terceiro mandato de Lula, o Banco Central era presidido por Roberto Campos Neto. Na gestão de Gabriel Galípolo, a autoridade manteve a política de combate à inflação e começou a reduzir os juros levemente neste ano.
Debate sobre ajuste fiscal
O site O Antagonista, em texto de análise, relaciona a manutenção dos juros ao cenário político após a reeleição de Lula. Segundo o texto, a resistência do governo a um ajuste fiscal reduz o espaço para cortar a Selic e, consequentemente, a dívida pública. A publicação é uma opinião e não representa a posição do Banco Central.
Ainda de acordo com a análise, aliados do presidente têm considerado medidas alternativas, como o tabelamento de juros, sugerido pelo economista André Lara Resende. O texto afirma que as contas públicas oferecem cada vez menos margem para o debate e que uma recessão pode ocorrer se a rota não for corrigida.
A mesma análise cita o Lulômetro, que mede a popularidade do presidente. Segundo o levantamento citado, 45% desaprovam o governo e 39% aprovam.
O material consultado não detalha quais medidas de ajuste fiscal o governo pretende adotar nem quando o Banco Central fará novas decisões sobre a taxa. Também não há informação sobre a eventual adoção do tabelamento de juros.




