Pela primeira vez na história da feira AUSA, empresas ucranianas de defesa e tecnologia ganharam um pavilhão próprio. Ao todo, 17 companhias apresentaram soluções criadas em resposta à guerra com a Rússia. O espaço ficava fora da hala principal, a uma quadra da exposição central da AUSA 2026.

A oferta reuniu drones de reconhecimento e de ataque, munições de ronda, sistemas de detecção e interferência, tecnologias de guiagem resistentes à guerra eletrônica e veículos terrestres não tripulados. A programação incluiu encontros com soldados ucranianos que já atuaram em combate, cujos relatos trataram de reconhecimento, interferência de comunicações, detecção de ameaças e combate a drones.

Software e drones de ataque

A Osiris AI mostrou o DroneOS, plataforma modular de software para fabricantes e operadores de drones, que reúne controle de voo, gestão de missão em tempo real, processamento com inteligência artificial e comunicação criptografada. A empresa também apresentou o Osiris AI Terminal, um computador de bordo compacto para auxiliar a guiagem na fase final do voo. A Ukrspec Systems exibiu o SHARK-M, para reconhecimento diurno e noturno, e o RAM-2X, de ataque, com carga de guerra de 3,5 kg.

A META Bureau afirmou que mais de 30 unidades militares ucranianas usam seus produtos e que a produção mensal passa de 4,5 mil drones. Segundo a empresa, ela tem mais de 500 funcionários. Entre os modelos estão o Skyknight, com identificação de alvos por inteligência artificial, e o Jedi, interceptor voltado a outros drones, apresentado como alternativa mais barata que mísseis antiaéreos.

Guerra eletrônica e veículos terrestres

A Kvertus levou sistemas de detecção de sinais, análise e interferência. O Atlas, segundo o fabricante, detecta drones a até 150 km. Já a TarGun informou ter produzido mais de 2,8 mil veículos terrestres desde o início de 2026, que realizaram mais de 25 mil missões e ajudaram a retirar mais de 615 soldados, além de transportar mais de 2,8 toneladas de carga. Os números são informados pelas próprias empresas e não foram verificados de forma independente.

O material das fontes não detalha a efetividade dos equipamentos em combate nem os contratos fechados durante a feira. Também não há informação sobre compras ou parcerias anunciadas com o Exército dos Estados Unidos.