O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (27) que aceitará o resultado das eleições de meio de mandato desde que o pleito seja honesto. Ao ser questionado se reconheceria a derrota de seu partido, o Republicano, ele respondeu: "Vou aceitar, se forem eleições honestas, sim". A declaração foi considerada ambígua por analistas, já que Trump é quem decide o que seria uma eleição honesta.
Segundo a análise publicada pela GazetaWeb, Trump repete um padrão de questionar a integridade do processo antes da apuração. Em 2020, ele alegou fraude após perder a eleição presidencial, apesar de funcionários republicanos, tribunais e o próprio Departamento de Justiça terem afirmado que não houve irregularidades relevantes.
Ações no Alasca e na Califórnia
Nas últimas semanas, o governo federal adotou medidas consideradas preventivas. Trump determinou que o Departamento de Justiça tentasse bloquear a certificação da eleição para o Senado no Alasca caso o senador republicano Dan Sullivan perca. Há um candidato homônimo, Daniel J. Sullivan, que o presidente diz ser uma manobra democrata. A Suprema Corte do Alasca decidiu que ele pode concorrer. A campanha democrata nega envolvimento no lançamento dessa candidatura.
Na Califórnia, o departamento pediu que o estado identificasse suspeitos de não cidadãos nas listas de eleitores e separasse cédulas enviadas por correspondência. Um tribunal federal de apelações bloqueou essa determinação.
O que ainda não se sabe
Não está claro se essas ações levarão a disputas judiciais após a votação. A diferença em relação a 2020 é que o atual procurador-geral, Todd Blanche, disse que não pode garantir que o departamento atuará de forma independente do presidente. Blanche afirmou que o governo não faz nada impróprio no Alasca e negou que Trump busque controlar eleições estaduais.
O líder democrata Hakeem Jeffries, que deve presidir a Câmara caso seu partido vença, disse esperar que os republicanos tentem impedir uma eleição livre e justa. Especialistas lembram que contestações sobre a posse de senadores são raras. A votação está marcada para 3 de novembro, e ainda não há resposta sobre até onde Trump levará suas contestações caso perca.




