Governos de diversos países reconheceram a reeleição de Lula antes de qualquer manifestação oficial de Donald Trump. Segundo análise publicada pelo Correio Braziliense, o premiê canadense Mark Carney, que mantém disputa comercial com Washington, esteve entre os que cumprimentaram o presidente reeleito. Líderes do Paraguai, do Equador, do Peru e do Chile também felicitaram o brasileiro, assim como China, Índia e União Europeia.

Em 2022, a Casa Branca havia reconhecido a vitória de Lula em pouco mais de meia hora. Desta vez, a demora norte-americana não interrompeu a rotina diplomática, e os demais países não aguardaram o gesto de Washington. O governo argentino, liderado por Javier Milei, não se manifestou, o que contrasta com a postura de outros governos conservadores.

O texto avalia que não houve uma frente ideológica em defesa do presidente. Países com interesses divergentes chegaram, por caminhos próprios, a posições semelhantes. Para o autor, o peso desse movimento está no fato de que o Brasil tem papel relevante no comércio de alimentos, na transição energética e nas negociações climáticas.

A contestação do resultado também foi citada. Flávio Bolsonaro afirmou que buscaria anular a eleição, e Eduardo Bolsonaro pediu que governos estrangeiros deixassem de reconhecer o resultado e pressionassem o país. A Justiça Eleitoral já proclamou o vencedor, e a análise sustenta que felicitações não são o que confere legitimidade ao pleito.

Ainda não se sabe se o governo dos Estados Unidos reconhecerá o resultado oficialmente nem se haverá tarifas, sanções ou outras medidas de pressão contra o Brasil. Também não há informação sobre o andamento do pedido de anulação apresentado pela oposição.