A Polícia Civil de Santa Catarina apreendeu 4,4 toneladas de cocaína em Balneário Piçarras, no Litoral Norte catarinense. É a maior apreensão já registrada no estado. Seis cidadãos do Reino Unido foram presos. A corporação deu detalhes da operação em coletiva realizada na sede da Delegacia Geral, em Florianópolis, nesta sexta-feira.

O caso começou com um trabalho de inteligência da Delegacia Especializada no Combate ao Tráfico de Drogas de Itajaí. Os investigadores chamaram a atenção para a diferença entre os carros alugados pelo grupo, dois utilitários esportivos de luxo, e a rotina do dia a dia. Os suspeitos se deslocavam de Balneário Camboriú até Piçarras nos carros, mas passavam o dia em uma van branca, que fazia trajetos de transporte de mercadorias pela região.

Flagrante e prisões

Após cruzar dados em sistemas policiais e consultas em bases privadas, a polícia montou uma campana de 72 horas para acompanhar a van. O cerco foi fechado quando o veículo deixava um galpão monitorado em Piçarras. Na abordagem, cinco britânicos foram detidos e 5 quilos de cocaína foram encontrados, misturados a pedaços de borracha usados para dificultar a fiscalização. Em seguida, os agentes entraram no galpão e prenderam o sexto integrante do grupo, onde ficava o centro de armazenamento da droga. Nenhuma arma foi localizada.

Segundo a apuração, os seis presos entraram no Brasil de forma regular em 16 de setembro e viviam em dois apartamentos de alto padrão alugados em Balneário Camboriú. Até agora, a polícia não identificou a participação direta de brasileiros na parte presencial da operação.

Prejuízo e próximos passos

A Polícia Civil estima que cada quilo da droga seria vendido no mercado britânico por cerca de R$ 110 mil. Com base nesse valor, o prejuízo para o narcotráfico internacional seria superior a R$ 486 milhões. A corporação notificou a Embaixada do Reino Unido no Brasil e pediu à Justiça que as prisões em flagrante sejam convertidas em preventivas.

A segunda fase da investigação busca identificar como a droga entrou em Santa Catarina, quem são os fornecedores e qual porto seria usado para enviar a carga à Europa. Os investigadores também querem descobrir outros integrantes e facilitadores da rede criminosa, que tem caráter transnacional. Ainda não há informações sobre quando essas etapas devem ser concluídas.