O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não obteve a maioria de 61 cadeiras necessárias para formar um novo governo em Israel, segundo a análise da colunista Dorrit Harazim publicada em O Globo. A oposição também não alcançou esse número, o que mantém Netanyahu em posição de disputa pelo poder.
Segundo o texto, a coluna compara o premiê ao mágico Houdini, pela capacidade de sair de situações difíceis. Netanyahu governa o país há quase duas décadas, em seis mandatos distintos, e chegou à votação carregando críticas por falhas de segurança no ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, que ainda não foram explicadas.
O cenário inclui também a crise dos reféns capturados pelo Hamas naquele ataque, um processo por corrupção em que Netanyahu responde na Suprema Corte de Jerusalém e o isolamento de Israel em cortes internacionais, que o acusam de crimes de guerra e genocídio. Ele também não recebeu apoio para uma comissão de investigação independente sobre a segurança.
O fiel da balança agora são os dois partidos árabes-israelenses, que somam 19 cadeiras e representam cerca de 20% da população do país. A oposição, que tem 48 cadeiras, só conseguiria formar governo com o apoio desses partidos, mas a aliança é considerada uma decisão delicada dentro da sociedade israelense.
A reportagem afirma que a negociação será mediada pelo presidente de Israel e pode levar semanas, ou meses, até a formação de uma coalizão estável. Ainda não está claro se a oposição aceitará se unir aos partidos árabes ou se haverá outro arranjo.




