Mísseis atingiram a ilha de Qeshm, na costa sul do Irã, na sexta-feira, segundo a agência iraniana Tasnim, citada pela Reuters. A agência disse não haver informação oficial sobre danos.
Ao chegar a West Palm Beach, na Flórida, o presidente Donald Trump afirmou a jornalistas que os Estados Unidos realizaram "ataques menores" contra o Irã. Ele não comentou diretamente Qeshm e disse não querer falar sobre o assunto. Trump, porém, descreveu uma ação recente contra um dispositivo antiaéreo iraniano, que segundo ele foi destruído em cerca de 15 minutos, talvez cinco.
Os ataques são os primeiros desde a eleição de meio de mandato nos Estados Unidos, realizada na terça-feira. Analistas e autoridades da região debatiam se o resultado levaria Trump a uma escalada ou a uma retomada da diplomacia. Um funcionário americano disse à MS Now que a ilha já havia sido atingida na segunda-feira, em uma "medida defensiva".
A ilha fica perto do Estreito de Ormuz, rota essencial para o petróleo e o gás, que se tornou um ponto crítico do conflito. Trump disse que o Irã quer muito fechar um acordo e citou inflação de 300%, a Marinha iraniana destruída e o aeroporto inutilizado. O Fundo Monetário Internacional previu, em relatório de 13 de outubro, que os preços ao consumidor iraniano subirão em média 78,6% em 2026.
Trump também afirmou que a guerra durou sete meses, mas que os combates reais teriam ocorrido por três ou quatro semanas, e que ninguém estaria sendo ferido ou morto neste momento. Essa comparação foi feita sem detalhar a situação atual no terreno.
Do lado iraniano, Ali Bagheri Kani, vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, disse à emissora estatal IRIB que o país quer mais do que "compromissos no papel" antes de iniciar uma nova fase de conversas. Ele exigiu "medidas práticas" dos americanos.
Ainda não está claro quem atingiu Qeshm, nem se houve vítimas ou prejuízos na ilha. Também não há data definida para novas negociações entre Washington e Teerã.




