Países europeus ampliaram de forma expressiva o número de acordos de defesa bilaterais nos últimos quatro anos. Segundo levantamento do jornal norueguês Aftenposten, citado pela Defence24, desde 2022 foram firmados 175 acordos entre países do continente. No período de 2014 a 2022, foram 25.
A França lidera a lista, com 38 acordos desde 2014. Alemanha e Reino Unido aparecem logo atrás, com 36 cada. A Noruega soma 31 e a Polônia, 25 acordos nos últimos 12 anos.
O principal motivo apontado é a guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão em larga escala em 2022, e as ações russas de escalada contra a Otan. A reportagem também cita o enfraquecimento da confiança europeia em Washington durante o governo de Donald Trump.
Entre os fatores citados estão o anúncio de retirada de milhares de soldados americanos da Europa, a recente disputa sobre a Groenlândia, tarifas mais altas para a União Europeia e o afrouxamento de sanções contra a Rússia.
Apesar do movimento, o Aftenposten lembra que os Estados Unidos seguem como a principal força da Otan. Segundo o jornal, sem inteligência, satélites e comunicações americanas, os exércitos europeus perderiam capacidade de atuar como uma força unificada, e acordos entre parceiros europeus não bastariam para substituí-los.
A Polônia fechou recentemente um acordo de defesa com o Reino Unido e outro com a Noruega. Ainda não está claro, pelas informações disponíveis, até que ponto esses pactos se traduzirão em capacidades militares integradas.




