Na manhã de quarta-feira (4), com cerca de 96% dos votos apurados, a senadora republicana incumbente Cindy Hyde-Smith tinha apenas 43 votos de vantagem sobre o democrata Scott Colom. O Mississippi era o único estado ainda sem definição nas projeções da CNN para as disputas ao Senado dos Estados Unidos.

Se Colom confirmar a virada, a vitória seria a maior surpresa do Senado nas eleições de meio de mandato. O candidato independente Ty Pinkins também pode ter papel decisivo, pois deve obter cerca de 2,1% dos votos, percentual maior que a diferença entre os dois principais candidatos.

Recontagem depende de contestação judicial

Pelas regras do estado, não há recontagem automática, e os candidatos também não podem pedi-la. Um tribunal só poderia ordenar a revisão dos votos caso haja um desafio legal formal.

A apuração final também pode demorar vários dias. As cédulas enviadas por correspondência precisam ser carimbadas até o dia da eleição e chegar aos cartórios até 10 de novembro. Esses votos são destinados a eleitores com justificativas aprovadas, como militares no exterior e idosos.

Há ainda as cédulas provisórias, chamadas no Mississippi de cédulas de declaração juramentada. Elas são usadas por pessoas que não constam nas listas eleitorais ou que não tinham documento de identidade com foto aceito no dia da votação. Esses votos podem ser regularizados e contados até 10 de novembro.

A campanha de Colom afirmou à CNN que acredita haver cerca de 15.000 cédulas de declaração juramentada pendentes. O número de votos por correspondência pode ser bem menor este ano, o que pesa na conta final. Ainda não se sabe quantas dessas cédulas serão validadas nem qual candidato se beneficiará delas.