Um texto da Brookings Institution lista táticas usadas para confundir eleitores nos Estados Unidos e descreve as salvaguardas que tentam barrar fraudes. Segundo a análise, a inteligência artificial facilitou o envio de avisos falsos sobre mudança de data de votação, por exemplo com a justificativa de um evento climático.

O texto cita o caso de 2018 em que a campanha do deputado Lee Zeldin, do Partido Republicano, distribuiu panfletos com prazo errado para postagem de cédulas por correio. A data correta era 5 de novembro, e a errada, 6 de novembro. O adversário democrata Perry Gershon pediu investigação federal. A campanha alegou erro de gráfica. Zeldin venceu com cerca de 51,5% dos votos.

Outras táticas citadas incluem mensagens automáticas por telefone que diziam que eleitores que assinaram um pedido de recall não precisavam votar, no caso de Wisconsin em 2012, e a inscrição de candidatos de terceiros para dividir votos, no Arizona em 2010.

A análise também relata candidatos com nomes idênticos, como ocorreu no Alasca, onde há dois candidatos chamados Dan Sullivan na disputa ao Senado. O Partido Republicano acusou um deles de ser lançado pela campanha adversária para tirar votos do senador incumbente, o que a campanha de Mary Peltola negou.

O texto menciona ainda alarmes falsos de bomba em locais de votação, como os sete registrados na eleição para governador de Nova Jersey em 2025, e o temor de que a presença de agentes do ICE perto de seções eleitorais afaste eleitores.

Salvaguardas do processo eleitoral

Segundo o texto, cada estado define uma cadeia de custódia que acompanha as cédulas desde a impressão até o arquivamento, o que dificulta a inserção de votos falsos. A maioria das máquinas de votação não é conectada à internet e emite cédulas de papel, que podem ser conferidas por auditorias pós-eleição.

A análise explica ainda que a diferença entre a apuração de áreas rurais e urbanas pode fazer um candidato liderar no início e perder depois, sem que isso indique fraude. Os partidos também podem indicar fiscais para acompanhar a contagem.

O texto reconhece limites: campanhas de medo podem afastar eleitores e pessoas que negam resultados de 2020 passaram a atuar na administração eleitoral em alguns lugares. Auditorias e investigações citadas no texto não encontraram evidências de fraude generalizada na eleição de 2020.