Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) nas Eleições de Meio de Mandato, conhecidas como Midterms, para escolher representantes no Congresso. O voto pode ser feito por correio, de forma antecipada ou presencialmente no dia oficial da eleição.
Diferentemente do Brasil, não existe uma entidade central que organize o pleito em todo o território. Cada estado decide qual sistema de votação adotar, e a urna eletrônica ainda não se tornou comum.
Quem pode votar
Só cidadãos americanos podem votar nas Midterms, inclusive os que vivem no exterior e os que têm dupla nacionalidade. Residentes legais permanentes não votam em eleições federais, estaduais e na maioria das locais.
Algumas pessoas perdem o direito ao voto após condenação por crime grave ou enquanto cumprem pena, e as regras mudam de um estado para outro. Pessoas com determinados transtornos mentais também podem ser impedidas de votar.
Como funciona a disputa
O voto não é obrigatório. Os deputados são eleitos em distritos congressionais, que reúnem milhares de pessoas, enquanto os senadores são escolhidos pelo total de votos de cada estado. A Câmara tem 435 integrantes e o Senado, 100.
A cada dois anos, todas as cadeiras da Câmara são renovadas e cerca de um terço do Senado vai às urnas. Em 2026, a eleição também escolhe governadores em 36 estados, além de legislativos estaduais e cargos locais, incluindo alguns prefeitos.
Voto antecipado e por correio
Os eleitores que votam antecipadamente tendem a ser mais velhos do que os que votam no dia. O voto por correio costuma ser uma alternativa para idosos com dificuldade de ir às seções, e em vários estados a idade basta como justificativa.
Dados federais indicam que, em 2022, cerca de metade dos votos foi computada no dia da eleição, um quinto foi antecipado presencialmente e cerca de um terço foi enviado por correio. Em 2024, o dia da eleição e o voto presencial antecipado passaram a somar mais de um terço cada, com fatia ligeiramente menor para o correio.




