O mini-índice WINZ26, com vencimento em dezembro, fechou a sessão de 26 de outubro em queda de 14,39%, aos 178.360 pontos. No mesmo dia, o Ibovespa recuou 13,88%, aos 176.608,23 pontos, em uma queda histórica para o principal índice da bolsa brasileira.

O movimento seguiu a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, que contrariou o posicionamento predominante do mercado. A forte reprecificação provocou a suspensão automática de negociações, conhecida como circuit breaker, além de uma disparada dos juros futuros e alta de 8,21% do dólar.

Os temores com o cenário fiscal estiveram no centro da reação dos investidores. No exterior, Wall Street e as bolsas europeias avançaram e o petróleo recuou, mas esse ambiente mais favorável não foi suficiente para aliviar a aversão ao risco no Brasil.

O que deve orientar os negócios

Segundo as fontes, bancos, B3, varejistas e Petrobras seguem como os principais vetores de volatilidade. Exportadoras como Vale, Suzano e Embraer podem oferecer alguma sustentação com a valorização do dólar.

Na leitura técnica do analista Rodrigo Paz, o gráfico diário mantém viés principal de baixa, com o contrato abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. O IFR de 14 períodos recuou para 30,71, perto da faixa de sobrevenda, o que sinaliza possíveis repiques, mas não confirma uma reversão. Ele aponta suporte na região de 166.790 pontos e resistência em 180.490 pontos.

Ainda não está claro quais serão as sinalizações fiscais do governo reeleito, nem como elas afetarão os juros futuros nas próximas sessões. O índice de preços ao produtor no Brasil também deve influenciar os negócios, segundo as fontes analisadas.