O Ibovespa fechou em queda de 0,82%, aos 166.191 pontos, e o dólar subiu 0,68%, para R$ 5,4886. A pressão veio do mercado externo e das dúvidas sobre a condução da política fiscal do governo Lula.
Nos Estados Unidos, a vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato reacendeu o temor de regras mais duras para empresas de inteligência artificial e de limites à expansão de data centers. O Nasdaq caiu 5,5%, a maior queda desde abril de 2025. O Dow Jones recuou 3,44% e o S&P 500 perdeu 4,36%.
Na B3, o Ibovespa havia interrompido uma sequência de seis quedas na véspera, mas voltou ao campo negativo. Perto do fim do pregão, o desempenho da Petrobras pesou sobre o índice, que terminou próximo da mínima do dia, de 166.189 pontos.
O dólar chegou perto de R$ 5,50 ao longo do dia, com a queda das ações de tecnologia contaminando as moedas de países emergentes. O fechamento foi o maior valor desde 30 de dezembro de 2025. No petróleo, os preços voltaram a subir após recuo de 8% na quarta-feira: o Brent para janeiro avançou 2,72%, a US$ 90,52 por barril, e o WTI para dezembro subiu 3,88%, a US$ 98,29.
Lula se reuniu com ministros da área econômica e com economistas convidados para discutir temas fiscais. O encontro foi acompanhado pelo mercado, mas não mexeu com os preços, já que medidas concretas não devem ser anunciadas no curto prazo. Um operador da AW Capital afirmou que os preços seguem baixos e que uma valorização depende do plano econômico que o governo apresentar.
Ainda não se sabe quais medidas o governo adotará nem quando. No exterior, investidores também acompanham a falta de avanço claro em uma negociação entre Washington e Teerã, depois de a perspectiva de fim da guerra no Irã ter derrubado o petróleo no início da semana.




